CPMI do INSS acusa senador Weverton Rocha de ser 'suporte institucional' de organização criminosa
O relatório final da CPMI do INSS acusa formalmente o líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), de ter atuado como "liderança política e suporte institucional" de uma organização criminosa. O documento, apresentado pelo relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL), vincula diretamente o parlamentar ao esquema responsável pelos descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, um dos maiores escândalos de corrupção recentes envolvendo o sistema previdenciário.
A acusação é o ponto mais explosivo do relatório, que pede o indiciamento do senador. A CPMI investigou um esquema complexo que desviava recursos de beneficiários do INSS, e a figura de Weverton Rocha emerge não como um mero beneficiário, mas como um pilar de sustentação política da operação. A alegação de "suporte institucional" sugere o uso de sua posição e influência para facilitar ou blindar as atividades criminosas.
O pedido de indiciamento coloca o senador sob intensa pressão política e jurídica, podendo desencadear processos no Conselho de Ética do Senado e no Judiciário. A revelação também expõe a profundidade da infiltração criminosa em órgãos públicos e a vulnerabilidade do sistema de seguridade social. O caso testa a capacidade das instituições de responsabilizar figuras de alto escalão e ameaça gerar uma crise política significativa para o PDT e para o Congresso.