Petróleo Brent atinge US$ 112, maior valor desde 2022, em meio a incertezas sobre Irã e EUA
Os preços do petróleo dispararam para máximas não vistas desde julho de 2022, com o Brent ultrapassando a barreira de US$ 112 por barril. O salto ocorre em um cenário de sinalizações conflitantes sobre um possível cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, criando uma volatilidade extrema no mercado. Apesar de uma pausa anunciada por Donald Trump nos ataques à infraestrutura energética iraniana, a falta de clareza sobre os termos e a duração real dessa trégua alimenta a pressão compradora.
O petróleo bruto dos EUA (WTI) subiu 5,46%, fechando a US$ 99,64, após tocar os US$ 100,04 intradiários. O Brent, referência internacional, avançou 4,22%, para US$ 112,57. A divergência entre as versões públicas amplifica a incerteza: enquanto o presidente Trump relatou uma pausa de 10 dias, mediadores iranianos negaram ao Wall Street Journal que Teerã tenha solicitado qualquer interrupção nos ataques às suas usinas.
O movimento coloca os mercados de energia novamente sob tensão geopolítica aguda, reminiscente do choque causado pela invasão russa da Ucrânia em 2022. A volatilidade semanal, com o WTI acumulando alta de cerca de 1%, reflete a sensibilidade dos preços a qualquer ruído nas negociações. A persistência dessa incerteza direta entre Washington e Teerã mantém o risco de novos picos de preço, pressionando a economia global e setores intensivos em energia.