Braskem (BRKM5) despenca 11% após prejuízo bilionário de R$ 10,3 bi no 4T25 frustrar mercado
A Braskem liderou as perdas do Ibovespa nesta sexta-feira (27) com uma queda de quase 11% em sua ação, uma reação direta e severa ao prejuízo líquido de R$ 10,28 bilhões reportado no quarto trimestre de 2025. O resultado negativo, que quase dobrou em comparação com o prejuízo de R$ 5,65 bilhões do mesmo período de 2024, sinaliza uma pressão profunda sobre a maior petroquímica da América Latina, apesar de um leve crescimento de 6% no Ebitda recorrente, para R$ 589 milhões.
Os números divulgados ficaram aquém das projeções do mercado em pontos críticos. Analistas, com base em dados da LSEG, esperavam um Ebitda recorrente de R$ 665 milhões e uma receita líquida de R$ 16,9 bilhões. A Braskem, no entanto, reportou receita de R$ 16,10 bilhões, uma queda de 16% ano a ano. A distribuição geográfica da receita manteve o Brasil como principal mercado (60%), seguido pelos Estados Unidos (22%), evidenciando a dependência da empresa de cenários econômicos específicos.
O desempenho frustrante coloca a Braskem sob intenso escrutínio dos investidores, levantando questões sobre sua capacidade de geração de caixa e resiliência operacional em um ambiente macroeconômico desafiador. A magnitude da desvalorização das ações reflete uma repricing de risco significativa, com o mercado penalizando a empresa não apenas pelo prejuízo histórico, mas pela divergência em relação às expectativas consolidadas. A pressão agora recai sobre a gestão para comunicar um plano claro de recuperação e controle de custos que restaure a confiança no médio prazo.