CPMI do INSS aponta indícios de irregularidades de Campos Neto no Banco Central
Um relatório de parlamentares governistas na CPMI do INSS acusa o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de omissão na fiscalização do Banco Master e aponta indícios de irregularidades em sua gestão. O documento, que será votado pela comissão, transforma a investigação sobre fraudes no INSS em um novo e direto foco de pressão política sobre a autoridade monetária, em um momento de tensão entre o governo e o BC.
O relatório sustenta que houve falhas na supervisão do Banco Master, instituição envolvida em esquemas de desvio de recursos da Previdência. Ao citar Campos Neto, os parlamentares elevam o tom do conflito institucional, sugerindo que a conduta do presidente do BC pode ter facilitado ou ignorado as operações irregulares. A menção específica a 'indícios de irregularidades' coloca a gestão de Campos Neto sob um novo escrutínio parlamentar, potencialmente ampliando o alcance da CPI.
A votação do documento na CPMI pode gerar um pedido formal de investigação contra o presidente do Banco Central, aumentando a pressão política sobre sua gestão e independência. O movimento ocorre em meio a críticas recorrentes do Planalto à política de juros, indicando uma tentativa de usar o poder investigativo do Congresso para constranger a autoridade monetária. O desfecho pode impactar não apenas a imagem de Campos Neto, mas também a percepção de estabilidade institucional do BC.