Gravação expõe coronel da PM tentando influenciar família de Gisele após feminicídio
Uma gravação obtida pelo Metrópoles revela o coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto tentando se aproximar da família da soldado Gisele, sua ex-namorada, logo após a morte dela. No áudio, o oficial, que está preso sob a acusação de feminicídio, alega ter tido receio de ser responsabilizado pelo crime. A tentativa de contato pós-morte, feita enquanto ele já era investigado, levanta sérias questões sobre uma possível tentativa de influenciar o curso das investigações ou a percepção dos familiares da vítima.
O caso gira em torno da morte da soldado Gisele, que teria sido assassinada a facadas dentro de um quartel da PM em Brasília. Geraldo Leite Rosa Neto, seu superior hierárquico e ex-companheiro, foi preso como principal suspeito. A nova gravação joga luz sobre as ações do coronel imediatamente após o crime, mostrando-o em contato com a família da vítima e expressando preocupação com sua própria responsabilização, antes mesmo de qualquer conclusão oficial das investigações.
A divulgação do áudio intensifica a pressão sobre a corporação, expondo ao público as dinâmicas internas e os possíveis conflitos de interesse em um caso de violência doméstica com vítima fardada. O episódio coloca a instituição sob escrutínio, não apenas pelo crime em si, mas pela conduta de um alto oficial durante as investigações. A situação testa os protocolos da PM para lidar com casos de assédio e violência entre seus próprios integrantes, especialmente quando envolvem a cadeia de comando.