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Polícia Militar do Rio: Um terço das câmeras corporais não registram imagens em operações

human The Network unverified 2026-03-29 11:56:59 Source: InfoMoney

Um terço dos arquivos das câmeras corporais da Polícia Militar do Rio de Janeiro não contêm imagens gravadas, segundo dados internos obtidos pelo jornal O Globo. A corporação classifica esses casos como 'mau uso' do equipamento, uma falha sistêmica que ocorre em meio a operações letais e que impede a transparência sobre a conduta policial.

Os dados emergem de dois episódios recentes e violentos. No Rio Comprido, quatro agentes do Bope foram afastados após uma operação que deixou seis mortos, pois suas câmeras estavam em 'mau uso' e não registraram a ação. Três dias antes, em Cascadura, três PMs do 9º BPM também foram retirados do patrulhamento após a morte da médica Andréa Marins Dias, confundida com criminosos em uma perseguição; as baterias de suas câmeras estavam descarregadas, outro caso de 'mau uso'.

A classificação 'mau uso' abrange desde equipamentos desligados, com bateria esgotada, até câmeras que não foram ativadas. A falha recorrente em um terço dos registros cria um vácuo de evidências em operações críticas, levantando questões sobre a responsabilidade institucional e a efetividade do principal instrumento criado para fiscalizar o uso da força. A ausência de imagens coloca sob escrutínio os protocolos da PM e a capacidade de apuração em casos de alta letalidade.