Guarda Revolucionária do Irã ameaça universidades americanas no Oriente Médio com retaliação
A Guarda Revolucionária do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos, declarando que universidades americanas no Oriente Médio são agora "alvos legítimos" para retaliação. A ameaça direta, divulgada em comunicado oficial, surge como resposta aos bombardeios que atingiram a Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã. O grupo estabeleceu um prazo até o meio-dia de segunda-feira (30), horário de Teerã, para que Washington condene formalmente os ataques e interrompa novas ofensivas contra instituições iranianas.
A corporação militar iraniana acusa os EUA de envolvimento nos ataques à universidade em Teerã, utilizando o incidente como justificativa para ampliar o conflito para o setor educacional. A ameaça transforma instituições acadêmicas, tradicionalmente vistas como espaços civis, em potenciais alvos no tenso jogo de retaliações regionais. O comunicado não especifica a natureza das represálias, mas coloca sob pressão imediata todas as universidades com vínculos americanos na região.
A escalada retórica sinaliza uma nova frente de pressão iraniana, buscando responsabilizar os EUA publicamente e impor um custo político e de segurança a sua presença educacional. A exigência de um prazo curto aumenta a tensão, forçando uma resposta oficial de Washington e testando os limites da contenção do conflito. O movimento amplia o risco operacional para entidades civis e acadêmicas, inserindo-as diretamente na dinâmica de hostilidades entre Teerã e Washington, com potenciais repercussões para a segurança de estudantes e acadêmicos em toda a região.