PT acusa relator da CPMI do INSS de estupro de menor em meio a pressão por prisão de filho de Lula
Em meio à pressão da CPMI do INSS, que ameaçava culminar na prisão de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, aliados do PT lançaram uma acusação grave contra o relator da comissão. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi alvo de uma denúncia de estupro de menor, uma manobra que surge no calor da frustrada tentativa de aprovação do relatório final da comissão parlamentar de inquérito.
A denúncia, apresentada por lulistas acuados pelas acusações de corrupção na extinta CPMI, representa uma escalada tática no conflito político. O relatório em questão pedia a prisão do filho de Lula, tornando o deputado Gaspar um alvo central para a defesa do núcleo familiar do Planalto. A acusação criminal de natureza sexual emerge, portanto, como uma ferramenta de contra-ataque direto ao relator, buscando deslegitimar o processo e sua conclusão.
A estratégia sinaliza um endurecimento do conflito, onde acusações penais graves passam a ser utilizadas como instrumento de pressão política. O episódio coloca sob foco os métodos de defesa empregados pelo entorno do presidente, revelando a disposição de travar a batalha em múltiplas frentes, inclusive com alegações que transcendem o mérito original das investigações sobre o INSS. A manobra amplia o risco de judicialização do embate e aprofunda a polarização no Congresso, transferindo o centro da disputa para um terreno criminalmente sensível.