Relator da CPMI do INSS vai à PF e Conselho de Ética contra Lindbergh e Soraya após acusação de estupro
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, prepara uma retaliação formal contra os parlamentares que o acusaram de estupro de vulnerável. Ele pretende acionar a Polícia Federal e o Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke, elevando o conflito dentro da comissão parlamentar a um patamar de investigação criminal e ética. A representação deve ser formalizada nesta segunda-feira, 30, em Brasília, transformando uma acusação grave em um duelo institucional com consequências diretas para os envolvidos.
A decisão de Gaspar surge como resposta direta às acusações públicas feitas por Lindbergh e Soraya, que o incriminaram pelo crime de estupro de vulnerável. Ao levar o caso à PF e ao Conselho de Ética, o relator não apenas se defende, mas contra-ataca, buscando responsabilizar os acusadores por possíveis crimes de calúnia, difamação ou conduta irregular. O movimento sinaliza uma escalada sem precedentes na CPMI do INSS, onde investigações sobre o instituto agora são ofuscadas por um conflito pessoal e jurídico entre seus membros.
A formalização das representações nesta segunda-feira coloca a Polícia Federal e o Conselho de Ética no centro de uma crise política delicada. O caso expõe as frágeis relações dentro da comissão e pode paralisar seus trabalhos, desviando o foco das apurações sobre o INSS. A estratégia de Gaspar pressiona Lindbergh e Soraya a comprovarem suas acusações sob risco de enfrentarem processos por dano moral e quebra de decoro parlamentar, criando um impasse que só será resolvido com provas concretas de um dos lados.