Vale aposta em cobre: plano para dobrar produção até 2035 e elevar VBM a 35% do Ebitda
A Vale está reposicionando seu núcleo de crescimento de longo prazo. Em seu primeiro Vale Base Metals Day (VBM Day), a mineradora revelou um plano agressivo para quase dobrar sua produção anual de cobre, de patamares atuais para 700 mil toneladas até 2035. A estratégia transforma o segmento de metais básicos (VBM) de um braço complementar em um motor central de lucratividade, projetado para financiar sua própria expansão com geração positiva de caixa.
O plano é estruturado em duas fases. Até 2030, a produção deve saltar para um intervalo entre 420 mil e 500 mil toneladas anuais, impulsionada por projetos em andamento como Bacaba/Sossego, Salobo, Polimetálicos e Alemão. Na segunda etapa, entre 2030 e 2035, a meta final de 700 mil toneladas será alcançada por meio de expansões adicionais. Este crescimento acelerado reflete uma aposta clara na transição energética global, onde o cobre é um insumo crítico.
A ambição vai além do volume. A Vale projeta que a participação do VBM no Ebitda consolidado do grupo saltará dos atuais 10% para entre 30% e 35% a partir de 2035, um salto significativo frente aos 22% estimados para 2025. O movimento sinaliza uma diversificação estratégica dentro do portfólio da Vale, reduzindo a dependência histórica do minério de ferro e alinhando a empresa às megatendências de descarbonização e eletrificação. O sucesso desta transição, no entanto, dependerá da execução eficiente dos projetos e da evolução da demanda global pelo metal.