Warren Buffett corta laços com Bill Gates após revelações do caso Epstein: 'Não falo com ele desde que tudo veio à tona'
Warren Buffett, o lendário investidor da Berkshire Hathaway, confirmou publicamente o rompimento de sua relação pessoal com Bill Gates, cofundador da Microsoft. Em entrevista à CNBC, Buffett declarou que não conversa com Gates 'desde que tudo veio à tona' sobre o envolvimento do bilionário da tecnologia com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A afirmação é um golpe direto na imagem de Gates e expõe uma fissura significativa em uma das parcerias filantrópicas mais influentes do mundo.
A decisão de Buffett foi tomada após a divulgação dos 'Arquivos Epstein', documentos que detalham as conexões do financista. O chairman da Berkshire Hathaway, que desde 2006 já doou mais de US$ 43 bilhões à Fundação Bill & Melinda Gates, justificou o distanciamento como uma medida de cautela legal. 'Não quero estar numa posição em que eu saiba de coisas e possa ser chamado como testemunha', afirmou, revelando o receio de ser arrastado para as investigações em curso. Questionado se ainda considera Gates um 'bom amigo', Buffett lembrou apenas sua parceria passada na criação do The Giving Pledge, evitando qualquer compromisso sobre uma retomada do diálogo.
O caso Epstein continua a corroer a reputação de Bill Gates de forma persistente. Em fevereiro, o Wall Street Journal relatou que Gates já havia pedido desculpas à equipe de sua própria fundação pelo constrangimento causado pelas associações. O afastamento de Buffett, um parceiro de décadas e o maior doador da fundação, sinaliza um isolamento crescente no círculo de elite global e aumenta a pressão sobre a governança e o legado da Fundação Gates. O episódio ilustra como escândalos pessoais podem desestabilizar alianças bilionárias e redirecionar o fluxo de capital filantrópico global.