Ex-mulher de coronel da PM preso por feminicídio relatou stalking e perseguição há 16 anos
A ex-mulher de um coronel da Polícia Militar, atualmente preso sob suspeita de feminicídio, relatou um histórico de stalking e perturbação que remonta a 16 anos. A dentista, que teve uma filha com o oficial, afirmou ter sido obrigada a mudar seu número de telefone três vezes para tentar escapar da perseguição. O caso expõe um padrão de conduta que antecedeu em mais de uma década a acusação criminal mais grave que o militar agora enfrenta.
O oficial, cuja identidade está vinculada ao caso de feminicídio em investigação, era uma figura de autoridade dentro da PM. O relato detalhado pela ex-companheira, feito anos antes da prisão atual, descreve uma campanha prolongada de assédio, sugerindo que os comportamentos agora sob escrutínio judicial não eram isolados. A necessidade de múltiplas mudanças de número de telefone para se proteger ilustra a persistência e o impacto da conduta alegada.
O depoimento histórico coloca nova pressão sobre as investigações, levantando questões sobre a possibilidade de sinais de alerta terem sido ignorados ou subestimados ao longo dos anos. A situação também submete a instituição policial a um exame mais rigoroso sobre seus mecanismos internos para lidar com alegações contra membros de alta patente. O caso evolui de uma acusação específica para um possível padrão de comportamento, ampliando o escrutínio sobre a trajetória do oficial e a resposta das instituições envolvidas.