Petrobras oferece termo de adesão para amenizar impacto de reajuste de 54,8% no querosene de aviação
A Petrobras anunciou uma manobra de mitigação para conter o impacto imediato de um reajuste contratual explosivo no preço do querosene de aviação (QAV). Em vez de aplicar integralmente o aumento de 54,8% previsto em contrato, a estatal oferecerá um termo de adesão às distribuidoras, permitindo que paguem um reajuste inicial de apenas 18% em abril. A diferença financeira poderá ser parcelada em até seis vezes, com a primeira parcela vencendo apenas a partir de julho de 2026.
A medida é um alívio calculado para o setor aéreo brasileiro, que enfrentaria uma pressão imediata de custos com a aplicação total do reajuste. A Petrobras justifica a ação como uma forma de 'preservar a demanda pelo produto' e 'mitigar os efeitos do reajuste no setor', assegurando o funcionamento do mercado. A empresa enfatiza que a operação mantém sua 'neutralidade financeira', sugerindo que os valores contratuais serão honrados, apenas com um calendário de pagamento estendido.
O termo de adesão estará disponível para o mercado até a próxima segunda-feira, dia 6. A estratégia revela a pressão da Petrobras para equilibrar seus compromissos contratuais e a saúde financeira de seus principais clientes do setor de aviação, evitando um choque que poderia desestabilizar a cadeia. A companhia reforça seu discurso de 'atuação responsável e equilibrada', mas o episódio expõe a tensão permanente entre os reajustes de preços da estatal e a capacidade de absorção do setor produtivo nacional.