PF aponta filho de ex-prefeito como mandante de esquema de dados sigilosos de ministros do STF
A Polícia Federal identificou um esquema de acesso ilegal a dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares. Segundo a investigação, o acesso foi obtido mediante pagamento, com um empresário desembolsando R$ 4,5 mil pelas informações privilegiadas. O caso expõe uma grave falha na proteção de dados sensíveis dentro do sistema e revela um mercado clandestino para informações que deveriam estar sob máximo sigilo.
A PF aponta o filho de um ex-prefeito como o mandante da operação. A investigação detalha que o esquema visava especificamente dados de autoridades do STF, indicando um alvo de alto nível e potencial motivação política ou para obtenção de vantagem indevida. O valor relativamente baixo pago pelos dados contrasta com a sensibilidade extrema das informações, levantando questões sobre a facilidade com que o sigilo foi violado.
O caso coloca sob intenso escrutínio os mecanismos de segurança da Receita Federal e de órgãos que custodiam dados fiscais. A investigação agora busca mapear a extensão total do vazamento, identificar outros possíveis clientes do esquema e apurar se as informações foram usadas para chantagem, manipulação política ou tráfico de influência. O episódio representa um sério risco à independência e à segurança dos membros do Judiciário.