Ameaças de Trump ao Irã disparam petróleo e derrubam mercados, frustrando investidores
A ameaça explícita do presidente dos EUA, Donald Trump, de bombardear o Irã e fazer o país 'retroceder à Idade da Pedra' elevou drasticamente a tensão geopolítica, frustrando imediatamente as esperanças dos investidores por um fim rápido para o conflito. A incerteza gerada pelo discurso presidencial, que deu pouca clareza sobre quando a guerra pode terminar, desencadeou uma reação negativa imediata nos mercados financeiros globais.
Nesta quinta-feira, as ações e os preços dos títulos caíram, enquanto o petróleo disparou e o dólar se fortaleceu. Trump afirmou que as forças armadas dos EUA quase alcançaram seus objetivos, mas que continuariam a atingir alvos no Irã nas próximas duas a três semanas. Ele também não apresentou um plano para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crítica para o petróleo que está bloqueada pelo Irã, ampliando os riscos para o comércio global de energia.
Analistas de mercado apontam que o discurso adia ainda mais qualquer perspectiva de estabilização. 'Não acho que o discurso em si tenha sido muito informativo, além do fato de que eles vão continuar bombardeando pelas próximas duas ou três semanas', comentou Mike Houlahan, da Electus Financial Ltd. A falta de um horizonte claro para a resolução do conflito mantém os investidores em alerta máximo, com a volatilidade nos preços das commodities e nos ativos de risco tendendo a persistir enquanto as hostilidades continuarem.