Assessor do Kremlin afirma: 'Estreito de Ormuz está aberto para a Rússia'
Em uma declaração direta ao canal estatal russo Vesti, o assessor do Kremlin Yuri Ushakov afirmou que o estratégico Estreito de Ormuz permanece aberto para a Rússia. A afirmação, reportada pela agência Interfax, surge em um momento de tensão crescente na rota marítima, onde os ataques EUA-Israel contra o Irã já interromperam o fluxo de cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, causando disrupções no fornecimento e pressão sobre os preços globais.
A declaração de Ushakov, 'Ele está aberto para nós', posiciona a Rússia de forma distinta no cenário geopolítico do Golfo. Enquanto o Reino Unido reúne mais de 40 países para discutir a reabertura segura do estreito – em uma iniciativa da qual os EUA não participam –, e o Irã e Omã negociam um protocolo bilateral para monitorar e coordenar o tráfego na passagem, a posição russa sinaliza uma continuidade operacional que contrasta com as dificuldades enfrentadas por outras potências.
O pronunciamento reforça a postura de Moscou, que no final de março já havia emitido uma declaração oficial sobre o tema através do seu Ministério das Relações Exteriores. A afirmação pública de acesso livre ao estreito, um dos pontos de estrangulamento mais críticos para o comércio global de energia, coloca a Rússia como um ator com interesses e rotas asseguradas em meio à instabilidade, aumentando sua influência nas dinâmicas de poder regional e nos fluxos energéticos globais sob pressão.