ONU vota resolução para uso de força militar no Estreito de Ormuz; China, Rússia e França se opõem
O Conselho de Segurança da ONU se prepara para uma votação decisiva e potencialmente divisiva neste sábado (4/4). Em pauta, uma resolução que autoriza o uso de força militar para proteger a navegação comercial no estratégico Estreito de Ormuz, um dos gargalos mais críticos para o fluxo global de petróleo. A proposta, que busca legitimar uma resposta armada a ameaças à liberdade de navegação, já enfrenta forte oposição de membros permanentes com poder de veto, configurando um impasse de alto risco.
A votação coloca em lados opostos as principais potências do Conselho. China, Rússia e França declararam sua oposição à medida, que é vista por alguns como um passo em direção a uma escalada militar autorizada pela ONU na sensível região do Golfo Pérsico. O Irã, que faz fronteira com o estreito, não é membro do Conselho de Segurança, mas qualquer ação na área impacta diretamente sua segurança e soberania nacional, aumentando as tensões geopolíticas.
A aprovação da resolução exigiria nove votos a favor e nenhum veto dos cinco membros permanentes. A oposição de três deles – Pequim, Moscou e Paris – torna o cenário extremamente difícil para os proponentes. Um veto bloquearia a iniciativa, enquanto uma rejeição por maioria simples evidenciaria a falta de consenso internacional para uma ação militar coordenada sob a bandeira da ONU. O resultado definirá o tom para a segurança marítima global e testará os limites da cooperação entre as grandes potências em um corredor vital para a economia mundial.