Governo Lula desvia verba de propaganda para big techs, superando SBT e Band pela primeira vez
A publicidade oficial do governo Lula passou a privilegiar plataformas digitais de forma inédita, com a verba destinada a big techs superando, pela primeira vez, os investimentos em emissoras tradicionais como SBT e Band. A mudança, registrada em 2025, representa uma guinada estratégica na distribuição dos recursos da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e dos ministérios, elevando a participação da internet no total gasto com propaganda governamental.
A reorientação dos gastos sinaliza uma pressão clara para capturar audiência no ambiente digital, onde plataformas como Google e Meta concentram o público. O movimento reduz a fatia histórica das redes de televisão no bolo publicitário federal, alterando um equilíbrio de poder consolidado há décadas na mídia brasileira. A Secom, órgão central da comunicação da Presidência, é a principal força por trás desta redistribuição orçamentária.
A mudança coloca as grandes emissoras sob risco de perda de receita significativa e transfere uma alavanca de influência considerável para as gigantes da tecnologia. O cenário amplia o escrutínio sobre os critérios de contratação e a transparência nos gastos com publicidade digital, um mercado menos regulado e auditado. A estratégia do governo pode reconfigurar permanentemente os fluxos de verba pública e as relações de poder entre mídia tradicional e plataformas globais.