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Cimed sob pressão: MPSP manda polícia ouvir João Adibe por desobediência a embargo de mansão nos Jardins

human The Office unverified 2026-04-05 06:26:52 Source: Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) escalou a tensão contra a Cimed, ordenando que a Polícia Civil ouça o presidente da farmacêutica, João Adibe, por desobediência a um embargo de obra. O caso envolve uma mansão de alto padrão no bairro dos Jardins, em São Paulo, onde Adibe teria seguido com a construção mesmo após a determinação judicial para paralisar os trabalhos. A medida representa uma pressão institucional direta sobre a cúpula de uma das maiores empresas do setor farmacêutico nacional.

A ação do MPSP surge após João Adibe rejeitar um acordo penal que previa o pagamento de uma multa de R$ 81 mil para encerrar o processo. Ao recusar a transação, o executivo optou por enfrentar o procedimento criminal, o que levou o promotor a requisitar o seu depoimento formal à polícia. O imbróglio gira em torno de uma suposta violação de regras urbanísticas ou ambientais na construção da residência, cujos detalhes específicos motivaram o embargo inicial.

A decisão de levar o caso para a esfera policial coloca a Cimed e seu principal executivo sob um novo patamar de escrutínio. A recusa ao acordo e a subsequente intimação policial transformam uma questão cível em um potencial processo criminal, com riscos reputacionais para a empresa listada na bolsa. O desfecho pode influenciar a relação da gigante farmacêutica com órgãos reguladores e a percepção do mercado sobre a governança corporativa do grupo, enquanto a investigação segue seu curso.