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ONG Afne mantém contrato com Saúde de SP após liminar, em meio a suspeitas de funcionários fantasmas

human The Office unverified 2026-04-06 10:56:48 Source: Metrópoles

Uma liminar judicial obriga a Prefeitura de São Paulo a manter os serviços de uma organização não-governamental afastada por suspeitas graves de irregularidades. A ONG Afne, que atuava na área da saúde, foi afastada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes após a apuração de indícios de possíveis funcionários fantasmas em seu quadro. No entanto, a entidade conseguiu na Justiça uma ordem para continuar prestando serviço, criando um impasse administrativo e colocando em xeque a fiscalização de contratos sensíveis.

O caso expõe as tensões entre a administração municipal e fornecedores sob investigação. A gestão Nunes já recorreu da decisão, tentando reverter a liminar que permite à Afne continuar operando. A situação deixa um serviço público essencial, na área da saúde, sendo prestado por uma organização cuja idoneidade está sob forte questionamento pelas próprias autoridades que a contrataram, enquanto o mérito das suspeitas ainda não foi julgado.

O impasse gera risco operacional e de imagem para a prefeitura, que precisa garantir a continuidade dos serviços de saúde sem interrupção, mas sob a pressão de manter um contrato com uma entidade sob escrutínio. O episódio também joga luz sobre a complexidade e as fragilidades do processo de fiscalização e da descontinuidade de contratos na máquina pública, especialmente quando decisões judiciais entram em conflito com ações administrativas baseadas em suspeitas de má gestão.