Inframerica mantém otimismo após TCU aprovar novo modelo de outorga para Aeroporto de Brasília
A Inframerica, atual concessionária do Aeroporto Internacional de Brasília, posiciona-se publicamente como otimista em meio ao processo que definirá o futuro controle do terminal. A declaração ocorre após uma decisão crucial do Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou a repactuação do contrato de concessão, alterando a forma como a empresa paga pela gestão do ativo. O foco da tensão está na transição do modelo de pagamento de outorga, que deixará de ser um valor fixo e passará a ser variável, vinculado ao lucro anual gerado pelo aeroporto.
A aprovação do TCU, ocorrida em 1º de abril, é um passo administrativo fundamental que desbloqueia o caminho para um novo leilão, previsto para 2026. A Inframerica, um consórcio que inclui a argentina Corporación América, busca se manter à frente da operação. Em comunicado ao Broadcast, o sistema de notícias do Grupo Estado, a empresa afirmou que a mudança contratual não trará impactos imediatos para passageiros, companhias aéreas ou outros usuários, tentando isolar a disputa corporativa da experiência operacional.
O cenário coloca a Inframerica sob pressão de mercado e regulatória. A alteração para um modelo de outorga variável introduz um novo cálculo de risco e retorno, que será um fator central na atratividade do leilão para outros grupos. A declaração pública de otimismo da atual administradora é um movimento estratégico para projetar estabilidade e confiança aos mercados e às autoridades, enquanto se prepara para uma disputa competitiva que redefinirá os próximos anos de um dos principais hubs aéreos do país.