Base governista entrega a Mendonça relatório paralelo da CPMI do INSS pedindo indiciamento de Bolsonaro e Flávio
Um relatório paralelo da CPMI do INSS, entregue pelo bloco governista ao ministro do STF André Mendonça, pede o indiciamento criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. O movimento representa uma pressão direta e formal sobre o Supremo Tribunal Federal, buscando que a Corte avalie a abertura de processos contra as duas principais figuras políticas da oposição. A entrega do documento, que diverge do relatório oficial da comissão parlamentar, sinaliza uma estratégia política ofensiva, utilizando as conclusões da investigação sobre o INSS como instrumento para atingir o núcleo familiar bolsonarista.
O conteúdo do relatório paralelo, elaborado pela base aliada do governo Lula, sustenta a tese de que há elementos para responsabilizar criminalmente Bolsonaro e Flávio por supostos atos relacionados à CPI. A ação transfere o centro da disputa do Congresso para o Judiciário, especificamente para a esfera de um ministro do STF. A manobra evidencia a fragmentação dentro da própria CPMI e a tentativa de setores governistas de forçar um desfecho mais contundente, mesmo que a via principal da comissão possa seguir outro rumo.
A iniciativa coloca o ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, sob intenso escrutínio político. O episódio amplia a tensão institucional entre os Poderes e testa os limites da atuação do STF em casos de alto impacto político. O desdobramento imediato é a possibilidade de o ministro ser instado a se manifestar sobre o pedido de indiciamento, um movimento que pode reacender debates sobre lawfare e o uso de investigações parlamentares como arma política, independentemente do mérito final das acusações.