CADE reprova compradores da Bimbo para marca Nutrella, mantendo sigilo sobre identidades
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) rejeitou formalmente dois potenciais compradores apresentados pela mexicana Bimbo para a aquisição da marca Nutrella. A decisão, tomada nesta quarta-feira (8) por sugestão da Superintendência-Geral (SG), foi baseada no entendimento de que os interessados não cumpriram os requisitos estabelecidos no acordo antitruste firmado no ano passado. Os nomes das empresas reprovadas foram mantidos em sigilo, elevando o nível de escrutínio sobre o processo de desinvestimento.
O caso remonta à aquisição da brasileira Wickbold pela Bimbo, aprovada pelo CADE em setembro do ano passado sob a condição de que a empresa mexicana celebrasse um Acordo em Controle de Concentrações (ACC). Esse acordo incluía a venda da marca Nutrella para preservar a concorrência no mercado de panificação industrial. A reprovação dos compradores indica uma falha no cumprimento dessas condições, mantendo a transação sob a lupa regulatória.
Com a reprovação, o procedimento de desinvestimento da Nutrella continua em aberto, sem afastar a possibilidade de novas propostas de compra. O episódio sinaliza pressão regulatória contínua sobre a Bimbo para encontrar um comprador qualificado que atenda aos critérios do CADE, sob risco de complicar a consolidação de sua aquisição da Wickbold no mercado brasileiro.