Banco Master pagou 10 vezes mais ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes
O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, recebeu um pagamento milionário do Banco Master para realizar a defesa da instituição financeira. O valor, segundo o programa Meio-Dia em Brasília, foi dez vezes superior ao que seria esperado para um serviço semelhante, levantando imediatas questões sobre a natureza e a proporcionalidade da transação. O caso coloca um holofote direto sobre os vínculos entre um grande banco e a família de um dos ministros mais poderosos da corte suprema do país.
O Banco Master, envolvido em diversas operações financeiras e sob escrutínio regulatório, contratou os serviços profissionais do escritório de Viviane Barci de Moraes. A discrepância colossal no valor do pagamento – uma ordem de magnitude acima do padrão de mercado – é o cerne da anomalia. O fato de o cliente ser uma instituição financeira e o beneficiário ser cônjuge de uma autoridade com amplo poder de influência sobre o sistema jurídico e financeiro nacional configura um cenário de alto risco para conflitos de interesses e captura regulatória.
A revelação amplifica a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, que já é uma figura central em debates sobre o STF e sua relação com o poder econômico. Embora serviços advocatícios entre familiares de autoridades e o setor privado não sejam ilegais *per se*, a escala do pagamento exige explicações robustas sobre sua licitude e motivação. O episódio alimenta o debate público sobre a ética na interseção entre justiça, política e alta finança, podendo levar a novos pedidos de investigação e a um escrutínio mais profundo das movimentações financeiras do Banco Master.