Morgan Stanley mantém 'venda' na CSN e corta preço-alvo para R$ 5,6, sinalizando pressão sobre a siderúrgica
O Morgan Stanley reforçou sua visão negativa sobre a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), mantendo a recomendação de venda e realizando um corte agressivo no preço-alvo para o final de 2026. O novo alvo de R$ 5,6 por ação representa uma redução de 30% em relação ao valor anterior de R$ 8, um ajuste significativo que antecede a divulgação oficial dos resultados do primeiro trimestre da empresa.
A atualização do banco incorpora as orientações mais recentes da companhia (guidance), ajustes aos preços de mercado e novas premissas para commodities, incluindo preços mais altos para o carvão. No entanto, a recomendação de venda (Underweight) é fundamentada em uma combinação de fatores estruturais considerados de risco: a natureza cíclica do negócio siderúrgico, um apetite elevado por investimentos e um alto nível de alavancagem financeira.
Esse 'combo' de características, segundo a análise, cria um perfil de risco elevado para a CSN no atual cenário de mercado. O movimento do Morgan Stanley coloca a siderúrgica sob maior escrutínio dos investidores, destacando as pressões sobre sua rentabilidade e gestão de capital em um ambiente de custos voláteis. A decisão sinaliza uma avaliação cautelosa sobre a capacidade da empresa de navegar pelos ciclos do setor enquanto mantém sua estrutura de endividamento.