FGC negocia aporte de R$ 7 bilhões no Banco Digimais de Edir Macedo antes da venda ao BTG
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está em negociações para injetar cerca de R$ 7 bilhões no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. O movimento ocorre em um momento crítico, antecedendo a conclusão da venda do controle da instituição financeira para o BTG Pactual, de André Esteves. A operação coloca o fundo garantidor, que protege poupadores, no centro de uma transação bilionária envolvendo um dos bancos mais associados ao império midiático e religioso de Macedo.
O BTG Pactual anunciou publicamente na última quarta-feira, 8, o início das conversas para adquirir o controle do Banco Digimais. A entrada do FGC com um aporte massivo de capital, no entanto, introduz uma nova e significativa variável no negócio. O valor de R$ 7 bilhões representa um reforço de capital substancial para o banco, potencialmente alterando sua avaliação e as condições da aquisição pelo maior banco de investimentos da América Latina.
A intervenção do FGC sinaliza a complexidade e o risco percebido na operação, colocando um órgão de proteção ao sistema financeiro como um ator financeiro direto na transição de controle de um banco com fortes laços religiosos. A manobra levanta questões sobre a saúde financeira do Digimais e a pressão para estabilizá-lo antes da transferência para o BTG. O desfecho dessas negociações paralelas terá impacto direto nos termos do acordo de venda, no valor final da transação e na futura estrutura de capital do banco sob o comando de André Esteves.