Goldman Sachs eleva projeções de preço de energia até 2030; Axia ganha destaque, Auren é rebaixada
O Goldman Sachs elevou significativamente suas projeções de preços de energia no Brasil para os próximos anos, sinalizando um novo patamar de custos para o setor. O banco agora projeta preços de R$ 300 por MWh para 2026, seguidos de R$ 240 (2027), R$ 250 (2028), R$ 260 (2029) e R$ 270 (2030). O principal motor desta revisão é o novo modelo de formação de preços, em vigor desde janeiro de 2025, que incorpora parâmetros de maior aversão ao risco e já está pressionando os níveis de preço para cima.
Nesse cenário, o banco destaca a Axia (AXIA3) e a Copel (CPLE3) como empresas com potencial de superar as expectativas do mercado. Para a Axia, as estimativas de Ebitda do Goldman estão 4% e 3% acima do consenso do Bloomberg para 2026 e 2027, respectivamente. Já para a Copel, o banco vê um potencial de alta de 7% e 6% nesses mesmos anos, indicando uma avaliação mais otimista sobre a capacidade dessas companhias de capitalizar o ambiente de preços mais altos.
Em contraste, a Auren (AURE3) foi rebaixada na análise do Goldman Sachs. A mudança de perspectiva reflete uma avaliação seletiva dentro do setor elétrico, onde o novo regime de preços cria vencedores e perdedores claros. A revisão ascendente das projeções até 2030 coloca pressão sobre consumidores e planejamento de longo prazo, enquanto realinha as apostas dos investidores em um setor que agora opera sob regras com maior premiação ao risco.