Lula demite presidente do INSS, Gilberto Waller, em meio a escândalo de desvios
O presidente Lula demitiu nesta segunda-feira, 13, Gilberto Waller da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão ocorre em meio ao escândalo de desvios de recursos de aposentadorias e pensões que abala a instituição, sinalizando uma resposta direta do Palácio do Planalto à crise de gestão e confiança no órgão. Waller havia assumido o cargo em 30 de abril de 2025, substituindo Alessandro Stefanutto, mas sua gestão foi marcada pela pressão contínua das investigações sobre o desfalque nos fundos previdenciários.
A movimentação no topo do INSS expõe a instabilidade na administração de um dos pilares da seguridade social brasileira. A nomeação de Waller, realizada no calor do escândalo, não foi suficiente para conter a turbulência, levando a uma nova troca em menos de um ano. O fato de a demissão ser executada diretamente pela Presidência da República, e não por uma renúncia interna, aumenta o peso político da medida e a percepção de que o governo busca retomar o controle da narrativa e da operação do instituto.
A substituição imediata do cargo, ainda não anunciada oficialmente, coloca sob foco a capacidade do próximo gestor em conduzir reformas administrativas e recuperar a credibilidade do INSS perante milhões de beneficiários. A crise de desvios continua sob investigação, e a mudança na liderança pode ser o prelúdio para uma reestruturação mais profunda ou para o aumento do escrutínio sobre as operações financeiras da autarquia. A pressão agora recai sobre o Planalto para nomear um sucessor que consiga isolar a gestão das investigações criminais e estabilizar o pagamento dos benefícios.