Waller deixa INSS com fila de 2,7 milhões: troca no comando sob pressão por redução de estoque
A saída de Leonardo Rolim Waller da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ocorre com um passivo operacional crítico: 2,7 milhões de brasileiros aguardam na fila por uma resposta sobre seus benefícios. A troca no comando, anunciada pelo Ministério da Previdência, acontece em um momento de intensa pressão interna e externa para que o órgão reduza drasticamente seu estoque de processos e acelere as concessões.
Waller deixa o cargo após um período marcado por críticas recorrentes à demora excessiva na análise e concessão de aposentadorias, pensões por morte e auxílios-doença. O gargalo de 2,7 milhões de pedidos em espera representa não apenas um número administrativo, mas uma multidão em situação de vulnerabilidade financeira, dependente da decisão do instituto. A mudança na liderança é vista como uma resposta direta a essa crise de eficiência que afeta a imagem da Previdência Social.
O novo presidente, ainda a ser empossado, herdará imediatamente o desafio de desmontar essa fila monumental. O sucesso ou fracasso na gestão desse estoque será o principal termômetro para seu mandato, sob o escrutínio constante do Ministério da Previdência, do Congresso e da sociedade. A pressão por resultados tangíveis e rápidos na redução do backlog coloca a nova gestão sob teste desde o primeiro dia, com o risco de que a simples troca de comando não seja suficiente para destravar a máquina do INSS.