Pastor acusado de estupro de enteada de 9 anos é preso após 10 anos foragido na Europa
Uma década de fuga terminou com a prisão de um pastor evangélico acusado de cometer abusos sexuais contra sua própria enteada, então uma criança de nove anos. O caso, que remonta aos anos de 2014 e 2015 no Distrito Federal, expõe um longo período de impunidade e a complexa rede de deslocamento internacional usada pelo acusado para escapar da Justiça brasileira. A vítima, hoje adulta, conviveu por anos com a ausência de respostas, enquanto o pastor supostamente se escondeu em países europeus.
As investigações apontam que os crimes ocorreram em Taguatinga, cidade satélite de Brasília. O pastor, cuja identidade foi vinculada ao ambiente religioso local, é acusado de ter abusado da menina, que era sua enteada, explorando a relação de confiança e autoridade dentro do próprio lar. A localização e a captura do foragido só foram possíveis após intensa cooperação internacional, indicando que ele havia estabelecido uma vida longe do Brasil, possivelmente contando com apoio ou omissão em seu novo entorno.
A prisão reacende o escrutínio sobre casos de violência sexual no meio religioso e a falha de sistemas que permitem que acusados de crimes graves evadam a responsabilidade por anos. A pressão agora recai sobre as autoridades judiciais brasileiras para garantir a efetivação da pena e a conclusão do processo, que ficou estagnado durante a fuga. O desfecho também serve como um alerta para a necessidade de mecanismos mais ágeis de busca e repatriação em crimes contra a dignidade sexual de crianças, especialmente quando os acusados se valem de fronteiras internacionais para se proteger.