Janaina Paschoal denuncia: 'Vereador tem mais poder que senador' após manobra na CPI de São Paulo
A vereadora Janaina Paschoal (PP-SP) expôs uma anomalia de poder na Câmara Municipal de São Paulo, declarando ter descoberto que um vereador detém mais poder de manobra do que um senador. A afirmação foi uma reação direta à alteração na composição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no próprio dia da votação, uma manobra executada pela base governista para garantir o resultado desejado antes da deliberação final.
O episódio revela as tensões internas e as práticas de bastidores que podem subverter processos legislativos. A manobra, que realocou membros da comissão às vésperas da decisão, impediu que um vereador fosse retirado do colegiado, um movimento que, segundo Paschoal, jamais ocorreria no Senado Federal. A crítica aponta para uma concentração de poder informal e uma flexibilidade procedimental na esfera municipal que contrasta com a rigidez percebida em instâncias federais.
A declaração da parlamentar coloca sob escrutínio a governança da Câmara de São Paulo e as regras que regem suas CPIs. O caso levanta questões sobre a autonomia das investigações legislativas e o risco de que instrumentos de controle sejam instrumentalizados pela maioria situacionista. A pressão recai sobre a liderança do legislativo municipal para explicar a legalidade e a motivação da manobra, enquanto a oposição sinaliza que utilizará o episódio para questionar a transparência e o equilíbrio de forças dentro da casa.