Trump ameaça demitir Jerome Powell do Fed: 'Se ele não sair, terei que demiti-lo'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou diretamente a independência do Federal Reserve ao declarar que demitirá seu atual presidente, Jerome Powell, caso ele não renuncie voluntariamente. A declaração, feita nesta quarta-feira (15), representa uma pressão pública sem precedentes sobre o banco central americano, uma instituição tradicionalmente apartidária. Trump vinculou a saída de Powell à confirmação do Senado para seu próprio indicado, Kevin Warsh, sinalizando uma tentativa de consolidar controle político sobre a política monetária do país.
A ameaça ocorre no contexto da indicação de Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Fed, anunciada por Trump em janeiro. O presidente afirmou esperar que a confirmação de Warsh ocorra já na próxima semana, acelerando o processo de transição. Trump também associou a mudança na liderança a uma expectativa de queda nas taxas de juros, sugerendo que seu indicado adotaria uma postura monetária mais alinhada com seus objetivos políticos e econômicos.
A investida de Trump coloca sob intenso escrutínio a frágil barreira entre a Casa Branca e o Fed, levantando questões sobre a futura autonomia da instituição para definir juros e combater a inflação sem interferência. A pressão para uma mudança imediata na presidência, contornando o mandato fixo de Powell, introduz um novo nível de instabilidade e risco político para os mercados financeiros globais, que monitoram de perto a credibilidade do banco central americano.