Trump ameaça demitir Jerome Powell do Federal Reserve se ele não renunciar após posse
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a tensão política sobre a independência do banco central americano ao declarar publicamente que, se Jerome Powell não deixar o cargo de chair do Federal Reserve após a posse de um novo chefe, ele terá que demiti-lo. A declaração direta, feita nesta quarta-feira, representa uma pressão aberta e sem precedentes sobre a liderança da instituição financeira mais poderosa do mundo, tradicionalmente blindada de interferência política direta.
A ameaça coloca Jerome Powell, nomeado por Trump em 2018, em uma posição delicada. O mandato de Powell como chair do Fed vai até 2026, e a declaração do presidente sinaliza um possível conflito institucional caso ele decida permanecer. A fala de Trump ocorre em um momento de alta sensibilidade para a política monetária global, com o Fed desempenhando um papel crucial na gestão da inflação e das taxas de juros dos EUA.
O episódio levanta sérias questões sobre a autonomia operacional do Federal Reserve e pode gerar instabilidade nos mercados financeiros, que valorizam a previsibilidade e a independência do banco central. A pressão pública de um presidente sobre a chefia do Fed é um movimento raro e carrega o risco de minar a credibilidade da instituição, potencialmente afetando decisões de investimento e a confiança na moeda americana a médio prazo.