Supervisor do Metrô de São Paulo é condenado por racismo contra trabalhadora haitiana
Uma trabalhadora haitiana será indenizada em R$ 15 mil após denunciar uma série de ofensas racistas, perseguições e humilhações sofridas dentro de um canteiro de obras do Metrô de São Paulo. O caso, que resultou em condenação, expõe um ambiente de trabalho hostil e discriminatório dentro de uma grande obra pública da capital paulista, administrada pela concessionária ViaMobilidade.
As agressões foram praticadas por um supervisor da obra, que passou a perseguir e humilhar a funcionária de forma sistemática. A decisão judicial, que considerou comprovadas as condutas racistas, representa um raro caso de responsabilização por discriminação racial no ambiente de trabalho da construção civil, setor conhecido por subnotificação de conflitos e por empregar uma significativa mão de obra imigrante.
A condenação coloca a ViaMobilidade e a gestão da obra sob escrutínio, levantando questões sobre os protocolos de combate ao assédio e à discriminação em grandes empreendimentos de infraestrutura. O caso também sinaliza uma pressão crescente do Judiciário por reparação em situações de racismo estrutural no ambiente laboral, podendo servir de precedente para outras denúncias no setor.