Brasil bate recorde histórico: exportações de petróleo para a China dobram no 1º trimestre
As exportações brasileiras de petróleo para a China dobraram no primeiro trimestre de 2025, impulsionando o maior volume mensal da história em março. O salto de 94% no valor, para US$ 7,19 bilhões, ocorre em meio ao cenário geopolítico tenso após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, reconfigurando fluxos energéticos globais. O mês de março registrou o maior volume mensal de embarques para a China desde o início da série histórica em 1997, sinalizando uma realocação estratégica de suprimentos.
O desempenho do petróleo foi o principal motor para que o Brasil atingisse um recorde trimestral nas exportações totais para o gigante asiático, que somaram US$ 23,9 bilhões – um aumento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados, levantados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), mostram uma relação comercial ainda mais assimétrica: enquanto as vendas brasileiras disparam, as importações da China, de US$ 17,9 bilhões, foram puxadas por um item específico: carros eletrificados, que responderam por US$ 1,23 bilhão.
A disparada nas exportações de petróleo, que já vinha sendo observada desde janeiro e fevereiro, consolida a China como destino crítico para a commodity brasileira em um momento de alta volatilidade nos mercados globais de energia. O movimento coloca o Brasil em uma posição de fornecedor-chave, mas também expõe a economia a flutuações da demanda chinesa e a pressões geopolíticas mais amplas. O recorde histórico de março sugere uma aceleração na diversificação de rotas de abastecimento por parte de Pequim, com o Brasil colhendo os benefícios imediatos, porém dentro de um quadro de incertezas prolongadas.