Cúpula do BRB ignorou alertas internos e acelerou operações suspeitas, aponta decisão do STF
A cúpula do Banco de Brasília (BRB) manteve e acelerou operações sob suspeita mesmo após receber alertas internos sobre inconsistências. A revelação consta da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a quarta fase da Operação Compliance da Polícia Federal. O documento judicial aponta diretamente para o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, como a figura que conduziu as operações questionáveis, ignorando advertências sobre problemas nas carteiras negociadas.
A decisão do STF fornece o embasamento legal para uma nova leva de buscas e apreensões, aprofundando o escrutínio sobre uma das principais instituições financeiras controladas pelo governo do Distrito Federal. As operações sob investigação envolvem a negociação de carteiras de crédito, onde supostas inconsistências foram identificadas e reportadas por canais internos de compliance. A persistência nas transações após os alertas configura um elemento central para a investigação, sugerindo uma possível deliberação em manter o fluxo de recursos.
O caso coloca o BRB sob intensa pressão institucional e de mercado, com a PF avançando sobre a gestão anterior do banco. A repetição de fases da Operação Compliance indica que as investigações estão longe de concluídas e podem revelar novas camadas de irregularidades. O desdobramento judicial também sinaliza um alinhamento entre o STF e as forças-tarefa da PF, aumentando o risco para executivos e ex-gestores envolvidos. O foco permanece nas decisões da alta administração que, segundo a Justiça, optaram por desconsiderar mecanismos de controle interno.