Romeu Zema promete 'novo STF' como primeiro ato de governo, mirando prestação de contas dos ministros
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) colocou a reforma do Supremo Tribunal Federal no centro de sua plataforma, prometendo que seu primeiro ato no cargo seria a criação de um 'novo STF'. A proposta, lançada como parte das diretrizes de seu plano de governo, visa diretamente a prestação de contas dos membros da Corte, sinalizando um confronto institucional iminente caso Zema vença as eleições.
O ex-governador de Minas Gerais não detalhou o mecanismo legal para essa transformação, mas a promessa estabelece um eixo claro de sua campanha: o combate ao que seus apoiadores veem como ativismo judicial e falta de transparência no Judiciário. A menção a um tribunal onde 'seus membros prestem contas de seus atos' aponta para uma agenda de maior controle e escrutínio sobre as decisões e a conduta dos ministros, um tema caro a parte do eleitorado conservador e liberal.
A declaração coloca Zema em rota de colisão direta com a atual composição do STF e deve acirrar o debate sobre os limites entre os Poderes. A proposta, ainda em estágio de diretriz, representa uma pressão política significativa sobre a Corte e promete ser um dos temas mais polarizadores da corrida presidencial, testando os contornos da independência judicial perante promessas de reforma radical vindas do Executivo.