Conselheira do TCE-PB, Alanna Galdino, é acusada pelo MP de ter sido 'funcionária fantasma' do governo estadual
Uma conselheira do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) está sob fogo cruzado do Ministério Público estadual. Alanna Galdino, que ocupa o cargo desde 2025, é acusada de ter sido uma 'funcionária fantasma' do próprio governo da Paraíba antes de sua nomeação para o órgão de controle. A denúncia coloca uma auditora de contas públicas na posição de ter sido parte de um esquema que seu tribunal é encarregado de combater.
A acusação formal do MP paraibano não detalha o período exato ou o órgão específico onde Alanna Galdino supostamente teria recebido salários sem prestar serviços, mas a alegação de 'funcionária fantasma' implica em possível recebimento irregular de vencimentos públicos. A nomeação de Galdino para o TCE-PB em 2025, um cargo de extrema confiança e relevância no sistema de fiscalização, agora é vista sob a lupa de uma possível incompatibilidade ética grave.
O caso expõe uma fissura potencialmente profunda na estrutura de controle do estado. A nomeação para um tribunal de contas, que deve zelar pela legalidade dos atos da administração pública, de uma pessoa acusada de integrar um dos mais clássicos esquemas de desvio de recursos – o emprego fantasma – gera uma crise de credibilidade institucional. A situação coloca o TCE-PB sob intenso escrutínio público e pode levar a processos administrativos e até criminais, dependendo do desdobramento das investigações do MP. A defesa de Alanna Galdino ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.