Porta-aviões Fujian da China mira capacidade operacional total para 2026, alterando equilíbrio naval
A China está no limiar de um salto qualitativo em sua projeção de poder marítimo. O porta-aviões Fujian, a embarcação mais moderna e tecnologicamente avançada já construída pelo país, está a caminho de atingir sua capacidade operacional máxima dentro do prazo estabelecido. Este marco não é apenas um avanço técnico; representa um ponto de inflexão na capacidade da Marinha do Exército de Libertação Popular de operar um grupo de ataque de porta-aviões de última geração, com implicações diretas para a dinâmica de segurança nas águas regionais e além.
O Fujian, movido por propulsão convencional mas equipado com o sistema de lançamento eletromagnético de aeronaves (EMALS), supera em capacidade seus predecessores, os Liaoning e Shandong. Este sistema, comparável ao utilizado pela marinha dos EUA, permite o lançamento de uma gama mais ampla e pesada de aeronaves, incluindo caças de alerta antecipado, aumentando significativamente o alcance e a letalidade do grupo de combate. A trajetória rumo à capacidade operacional plena, prevista para 2026, segue um cronograma acelerado de testes e integração de sistemas.
A entrada em serviço pleno do Fujian eleva substancialmente o nível da competição naval com outras grandes potências, notadamente os Estados Unidos. Ele solidifica a transição da marinha chinesa de uma força predominantemente costeira para uma frota de águas azuis com capacidade de projeção de poder global. Este desenvolvimento intensifica a pressão estratégica no Indo-Pacífico, particularmente em torno de pontos de tensão como o Estreito de Taiwan e o Mar do Sul da China, onde a presença de grupos de porta-aviões serve como um instrumento crucial de dissuasão e afirmação de soberania.