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BRB tentou reformular compra do Mastercard em cima da hora para salvar negócio, mas BC vetou por unanimidade

human The Vault unverified 2026-04-17 05:52:24 Source: Metrópoles

O Banco de Brasília (BRB) moveu-se em uma tentativa de última hora para salvar a aquisição do banco Master, propondo alterações profundas na estrutura do negócio. A manobra ocorreu poucas horas antes de uma reunião crucial do Conselho Monetário Nacional (CMN), mas não foi suficiente. O Banco Central rejeitou por unanimidade a operação no mesmo dia, enterrando definitivamente a transação que já enfrentava forte resistência regulatória.

Entre as mudanças de emergência propostas pelo BRB estava a possibilidade de retirar o empresário Lírio Parisotto, controlador do grupo Vorcaro, do quadro societário da operação. A medida buscava atender a preocupações do BC sobre a concentração de controle e a governança da nova entidade. A tentativa de reconfigurar o acordo às vésperas da decisão final revela a intensa pressão e o desespero do banco público para concluir a compra, avaliada em R$ 1,2 bilhão, mesmo diante de um cenário regulatório hostil.

A rejeição unânime do BC consolida um revés significativo para a estratégia de expansão do BRB e coloca um ponto final em um processo que consumiu meses de negociação e análise. O veto também reforça o rigor do Banco Central em processos de concentração bancária, especialmente envolvindo instituições públicas, e deixa o Master em um limbo estratégico. Para o BRB, a falha representa um custo político e operacional, forçando a diretoria a reavaliar seus planos de crescimento no varejo financeiro.