BRB apresentou cálculos errados ao BC para garantir compra do Master, diz reportagem
A diretoria do BRB apresentou ao Banco Central projeções financeiras incorretas para tentar assegurar a aquisição do banco Master, prevista para 2025. A informação, revelada pelo Metrópoles, aponta que a instituição alegou ao órgão regulador que a operação traria resultados robustos, baseando-se em cálculos que não refletiam a realidade. A manobra sugere uma pressão interna para viabilizar o negócio, mesmo que isso significasse apresentar dados distorcidos à autoridade monetária.
O caso expõe uma falha grave no processo de governança e transparência do BRB. A apresentação de informações enganosas ao BC, principal fiscalizador do sistema financeiro, coloca em xeque os controles internos da instituição e a conduta de sua diretoria. A aquisição do Master, um banco de médio porte, é uma operação estratégica de grande porte para o BRB, o que pode ter gerado uma pressão excessiva para sua aprovação, levando a equipe a cruzar a linha da conduta regulatória aceitável.
A revelação coloca o BRB sob intenso escrutínio e pode acionar processos de supervisão mais rigorosos por parte do Banco Central. A autoridade reguladora não costuma tolerar distorções em comunicações oficiais, especialmente em processos de fusão e aquisição que dependem de sua chancela. O episódio representa um risco reputacional significativo para o banco, podendo impactar a confiança de investidores e atrasar ou até mesmo inviabilizar a concretização do negócio com o Master, dependendo da apuração dos fatos e das sanções aplicáveis.