Operação da PF mira esquema de compra de ações do BRB; ex-presidente do banco preso
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação que investiga um suposto esquema criminoso para a compra de ações do BRB (Banco de Brasília). A força-tarefa, que cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão preventiva no Distrito Federal e em São Paulo, apura suspeitas de manipulação do mercado de capitais e formação de cartel. O alvo central é a aquisição de uma participação relevante no banco público, que teria sido orquestrada por um grupo de investidores com o objetivo de obter controle indevido sobre a instituição financeira.
Entre os presos está o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, figura-chave no episódio. As investigações indicam que o esquema envolvia a atuação coordenada de gestoras de recursos e indivíduos para adquirir um bloco significativo de ações, possivelmente burlando regras de governança e de transparência do mercado. A operação, batizada de 'Phenix', é conduzida com base em provas colhidas ao longo de meses, incluindo interceptações telefônicas e análise de transações financeiras que levantaram alertas sobre movimentações atípicas no capital do banco.
O caso coloca sob severo escrutínio a governança do BRB, um banco público de médio porte com forte atuação no crédito imobiliário e no financiamento do setor público local. A alegação de um cartel para controle acionário representa um risco direto à integridade do banco e à confiança do mercado em instituições estatais. A investigação agora busca determinar a extensão total do esquema, os demais envolvidos e os prejuízos potenciais, enquanto o banco enfrenta pressão para esclarecer sua posição e garantir a normalidade de suas operações.