Macron e Starmer lideram cúpula sem os EUA para reabrir o Estreito de Ormuz
Uma cúpula internacional, notavelmente ausente dos Estados Unidos, está em andamento para debater a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. Liderada pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, a reunião reúne dezenas de países com um objetivo urgente: destravar a principal artéria do comércio global de petróleo, cujo bloqueio ameaça a economia mundial.
A iniciativa, conduzida por duas potências europeias tradicionais, marca uma tentativa de ação coletiva fora do eixo de Washington. O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é um ponto de estrangulamento crítico por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Sua interrupção, seja por tensões regionais ou ações militares, tem um impacto imediato e severo nos preços da energia e nas cadeias de suprimentos internacionais.
A ausência americana na mesa de negociações coloca um foco intenso sobre a capacidade da Europa de liderar uma solução diplomática ou de segurança para uma crise com ramificações globais. O sucesso ou fracasso desta cúpula testará a influência de Paris e Londres em um tabuleiro geopolítico complexo, enquanto as nações participantes buscam estabilizar um dos corredores marítimos mais sensíveis do mundo sob uma pressão econômica crescente.