Reino Unido: Escândalo de segurança em nomeação de embaixador abala governo Starmer
O governo do primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta uma crise de confiança após a revelação de que a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico em Washington foi aprovada ignorando diretamente as recomendações negativas dos serviços de segurança. A nomeação, considerada arriscada devido à antiga amizade de Mandelson com o condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein, prosseguiu mesmo após os oficiais de segurança alertarem contra ela no início de 2025.
Starmer afirmou publicamente que não foi informado sobre a decisão do Ministério das Relações Exteriores de contornar os alertas de segurança. A responsabilidade pelo ato recaiu sobre o alto funcionário Olly Robbins, que renunciou ao cargo na noite de quinta-feira, 16. O primeiro-ministro declarou-se "absolutamente furioso" por ter sido mantido no escuro, classificando a situação como "surpreendente" e "imperdoável".
A crise expõe uma grave falha nos procedimentos de segurança do governo e coloca Starmer sob intensa pressão política. Ele prometeu apresentar "todos os fatos relevantes com verdadeira transparência" ao Parlamento, mas a oposição já exige explicações mais amplas. O escândalo não apenas mancha um dos cargos diplomáticos mais importantes do Reino Unido, como também levanta questões sobre a governança interna e a cadeia de comando dentro do governo trabalhista, potencialmente minando sua autoridade em um momento crítico.