PF investiga venda ilegal de dados do INSS no WhatsApp e redes sociais
A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um esquema de venda ilegal de dados sigilosos de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que informações pessoais e sensíveis de cidadãos estavam sendo comercializadas abertamente em grupos de aplicativos de mensagens e plataformas de redes sociais. A ação, autorizada pela Justiça Federal, cumpriu um mandado de busca e apreensão no estado de Goiás, indicando que o epicentro das atividades criminosas pode estar na região Centro-Oeste.
O alvo da operação são indivíduos suspeitos de obter acesso não autorizado aos sistemas do INSS para extrair dados e, posteriormente, vendê-los a terceiros. Esses dados, que podem incluir CPF, endereços, renda e detalhes de benefícios, representam um risco significativo de fraude e de violação da privacidade de milhões de brasileiros. A venda ocorria de forma organizada, com anúncios e negociações realizadas em canais digitais, evidenciando a sofisticação e a ousadia do esquema.
A investigação da PF coloca sob forte pressão a segurança dos sistemas de dados da Previdência Social, um órgão federal que lida com informações de extrema sensibilidade. O caso expõe uma falha crítica na proteção de dados públicos e levanta sérias questões sobre a possibilidade de vazamentos internos ou brechas de segurança exploradas por criminosos. O desfecho da operação poderá revelar a extensão do dano e identificar mais envolvidos, com potenciais implicações para a estrutura de governança de dados do INSS e para processos criminais por violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).