Ex-presidente do BRB rejeita delação premiada e insiste em defesa técnica no caso Banco Master
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, detido por envolvimento no esquema do Banco Master, recusou conselhos para buscar um acordo de delação premiada. Fontes da Polícia Federal confirmaram à Folha de S. Paulo que, apesar de avisos e pressão familiar, Costa optou por manter uma linha de defesa baseada em laudos técnicos. Ele nunca chegou a oferecer uma colaboração às autoridades, insistindo consistentemente em sua inocência.
A estratégia de Costa, segundo sua defesa, é demonstrar que as operações em questão – as compras de carteiras do Banco Master e de parte do próprio banco – constituíam um bom negócio para o BRB, e não um crime. Essa postura contrasta com a pressão investigativa típica em casos de corrupção financeira, onde acordos de colaboração são frequentemente incentivados para desvendar estruturas complexas. A insistência em uma defesa puramente técnica coloca o foco do embate judicial na análise econômica e contábil das transações.
A recusa em delatar mantém Costa como uma figura central e potencialmente isolada no inquérito, aumentando o risco pessoal e a pressão sobre sua defesa. Enquanto outros envolvidos podem buscar acordos, sua posição força o Ministério Público e a Polícia Federal a construírem a acusação sem a colaboração de um dos principais investigados. O caso segue sob intenso escrutínio, com o desfecho dependendo da capacidade da defesa em validar sua tese técnica perante a Justiça.