Irã abre Estreito de Ormuz: Petróleo despenca 11%, bolsas globais disparam
O anúncio do Irã sobre a abertura completa do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (17) desencadeou uma reação imediata e violenta nos mercados financeiros globais. A medida, vista como um passo crucial para o fim do conflito com os EUA e Israel, inverteu instantaneamente a pressão geopolítica que sustentava os preços da energia, resultando em quedas brutais no petróleo e fortes altas nas bolsas de valores.
Os preços do petróleo operam com uma queda vertiginosa: o Brent recuou 11%, para US$ 88,04, e o WTI caiu para US$ 83,39. Em contraste, os principais índices de Nova York disparam, com o Dow Jones subindo 2%, o S&P 500 avançando 1,17% e o Nasdaq ganhando 1,35%. O movimento reflete o alívio dos investidores com a remoção de um dos maiores riscos de oferta global, após semanas em que o fechamento do estreito determinou os piores dias do mercado.
O episódio evidencia o poder do Irã em ditar os rumos dos mercados de commodities através do controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o petróleo global. Durante o conflito, os preços do Brent chegaram a atingir US$ 119 em 9 de março, impulsionados justamente pelas ameaças de fechamento e pela redução da produção dos países árabes do Golfo. A abertura sinaliza uma desescalada geopolítica, mas deixa claro que a volatilidade extrema nos ativos de energia permanece diretamente atrelada à instabilidade na região.