Deltan Dallagnol acusa AGU de censura e questiona futuro ministro do STF
O pré-candidato ao Senado Deltan Dallagnol acusou publicamente o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, de perseguir e censurar críticos do chamado PL da Misoginia. A denúncia surge após a AGU, a pedido da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), enviar notificações extrajudiciais a jornalistas e influenciadores por suas publicações sobre o projeto de lei. A ação direta do órgão federal contra vozes da imprensa e da opinião pública marca uma escalada na tensão entre o governo e críticos de sua agenda legislativa.
A notificação da AGU, solicitada pela parlamentar, visa coibir publicações consideradas prejudiciais à tramitação do projeto. Deltan Dallagnol, figura central da oposição e ex-coordenador da Lava Jato, enxerga na medida um precedente perigoso de censura estatal. Ele direciona seu questionamento ao futuro do Supremo Tribunal Federal, perguntando se a corte terá "mais um ministro censurador", em referência indireta à possível influência do poder Executivo sobre o Judiciário.
O episódio coloca a AGU e a figura de Jorge Messias sob intenso escrutínio político, levantando debates sobre os limites da atuação do Estado na regulação do discurso público. A reação de uma figura como Dallagnol amplifica o conflito, transformando uma disputa legal em um embate político de alto nível. A situação expõe a fragilidade do equilíbrio entre a liberdade de expressão e a atuação de agentes públicos, criando um campo de batalha que pode definir rumos para futuras nomeações e para o próprio clima democrático.