Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pode virar delator na PF
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, passou a ser visto como um potencial colaborador nas investigações da Polícia Federal. Preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, Costa é suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com acusações de ter ocultado seis imóveis recebidos como propina. A perspectiva de uma delação premiada introduz um novo e significativo elemento de tensão no caso, potencialmente ampliando o alcance das apurações.
A prisão de Costa ocorreu no âmbito de uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo o banco público. As acusações centram-se na ocultação de patrimônio, com os imóveis servindo como evidência central para a tese de recebimento de vantagens indevidas. A figura de um ex-presidente de instituição financeira pública considerando um acordo de colaboração sinaliza uma pressão investigativa intensa e pode revelar novos elos e mecanismos do esquema.
Caso se concretize, a delação de Paulo Henrique Costa pode expor não apenas outros envolvidos diretos, mas também pressionar a estrutura de governança do BRB e suas relações com o poder político em Brasília. O desenvolvimento coloca sob escrutínio adicional a administração de bancos públicos e levanta questões sobre os controles internos contra desvios. O andamento das negociações com a PF será decisivo para definir o real impacto e o alcance final das investigações.