PF tem prazo de 30 dias para concluir inquérito sobre compra do Master pelo BRB no STF
O inquérito da Polícia Federal sobre a aquisição do banco Master pelo BRB está sob pressão de prazo no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça determinou que a PF entregue as conclusões da investigação em até um mês, após ter prorrogado o prazo por mais 60 dias no mês passado. O caso, que envolve uma das maiores instituições financeiras públicas do Distrito Federal, permanece sob sigilo e escrutínio judicial, com o relator exigindo celeridade para a apuração de eventuais irregularidades na transação.
A investigação, conduzida pela PF sob a supervisão do STF, busca apurar as circunstâncias e a legalidade da operação de compra do Master pelo BRB. A movimentação de recursos e a governança corporativa do negócio estão no centro das diligências. O fato de o processo tramitar sob sigilo no Supremo indica a sensibilidade e a potencial complexidade do caso, que pode envolver altos executivos e figuras do setor financeiro.
A proximidade do novo prazo final coloca a PF em um momento decisivo, com a necessidade de consolidar provas e encaminhar um relatório conclusivo ao ministro Mendonça. O desfecho desta fase pode definir os próximos passos, que vão desde o arquivamento do inquérito até a abertura de novas fases investigativas ou mesmo a propositura de ações penais. A operação coloca o BRB, um banco de capital misto controlado pelo Governo do Distrito Federal, sob um foco raro de investigação federal de alto nível, com possíveis repercussões na sua administração e na confiança do mercado.